terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Tédio

Você que está lendo meus relatos deve estar sentindo o mesmo que eu. Não sei qual outra razão levaria uma pessoa a ler o que uma adolescente comum escreve em seus momentos ruins... Enfim, já que está aqui vou te contar tudo.

Tédio.
Então este estado permaneceria ainda por muito tempo... O torpor que jamais parecia abandonar minha mente. O constante estado em que meus pensamentos estavam era a inércia. Seguiam uma linha e não evoluíam ou regrediam. Aquilo era entediante demais para que minha sanidade se mantivesse.
Nunca havia imaginado que não conseguiria encontrar alguma maneira de distrair-me. Meus problemas devoravam-me por dentro. Logo eu estaria louca. Era uma realidade. Eu precisava encontrar algo para pensar antes do fim.
Música não adiantava mais. Era irrelevante. Qualquer estilo parecia sempre o mesmo. Eu não conseguia mais diferenciar o baixo, a bateria e a guitarra das canções barulhentas que sempre usei como fuga. Tudo me levava a pensar no maravilhoso som do piano. Eu não aguentava mais ouvir o som daquele lindo piano tocando minhas músicas prediletas. As mãos firmes que a tocavam. Não havia sequer uma partitura para a qual Gab pudesse estar olhando. Ele mirava o nada. Seus olhos fechados.
Encantada apenas observei. O piano negro fazia um contraste forte com a sala branca e marfim. Era maravilhoso. O mundo era maravilhoso, até que Gabriel foi embora para sempre e me deixou aqui. Entediada.

Como eu pude acreditar que seria para sempre tanta perfeição?
O som do piano não saía de minha mente. Clair de Lune, Bella's Lullaby e Aizome. As mais lindas melodias. As mais lindas recordações. As mais lindas tristezas. Os mais lindos amores. Os amores mais impossíveis. Como o meu.

“Nunca a abandonarei, Zöe. Confie em mim. Vou viver em função de você. Apenas para te fazer feliz. Vou tocar este piano sempre que você estiver triste. Seremos felizes a vida inteira. Você nunca vai chorar por minha causa. Nunca te farei chorar. Prometo.”

A linda promessa de Gab passou por minha mente como um sussurro. Uma memória distante, quase esquecida, mas que se recusa a parar de me torturar.
Como fui tola. Como fui estúpida em acreditar que nunca choraria por ele. Demorei até perceber que Gab jamais voltaria e que eu estava esperando como a louca da canção do Maná. Aquela que esperou durante anos por seu verdadeiro amor no porto de San Blás e envelheceu lá. Esperando-o, sem que jamais visse sequer sua embarcação novamente.
Ri um pouco com a comparação. Gab não era um marinheiro, e sim um intercambista. Mas Gab estava de passagem também. E havia prometido ficar para sempre. A viagem era temporária. Até o telefonema em que ele disse estar voltando à Itália, mas que voltaria em breve para o Brasil.
Dois anos.
Dois anos foi o tempo em que o esperei antes de mandar a primeira e última carta. A carta que dizia os meus sentimentos e que demonstrava o quanto eu tinha sido infeliz nos últimos tempos. Vou mostrar a você a carta. Eu estava ouvindo a linda Clair de Lune, do Debussy quando escrevi tudo o que estava em meu coração.
Desculpe se estiver melancólica, mas você sabe como é, né? O sentimento é horrível, então as cartas também tem de ser.

Gabriel,

dois anos se passaram e sua promessa ainda não foi cumprida. Você não voltou e nem ao menos me ligou para saber se eu ainda estava sequer viva. Saiba que a sua primeira promessa foi quebrada na hora em que você decidiu retornar à Itália. Lágrimas escorreram por meu rosto e o único motivo era você.
Não sei se você ainda lembra de quem sou eu, mas ainda assim tenho esperanças de que eu tenha marcado pelo menos um pouco a sua estadia no Brasil. Foi um longo ano.
Ainda escuto as melodias que você tocava para mim no piano que tenho aqui. Nem sequer encosto no piano desde que você partiu, com medo de que eu afaste sua presença daquele lugar.
Gab, eu te esperei por tanto tempo... Chorei tanto por você.. Implorei a meus pais para que eu fosse à Itália apenas para te ver, mas eles não estão em condições de viajar e não me deixaram ir sozinha.
Realmente estou arrependida por tudo o que eu deixei de fazer nos últimos dois anos. As festas que não fui. Os garotos que neguei. As amigas que abandonei. As horas que passei apenas lembrando e ouvindo as melodias que você tocava pra mim.
Desculpe, Gab. Eu não posso mais.
Não vou mais te esperar.
Não vou ser como a louca da canção do Maná. Não vou ser como ela e esperar você até que meus cabelos fiquem brancos e eu perca a sanidade. Preciso me divertir. O tédio da sua ausência está me matando!

Adeus, Gab.
Para sempre.

Zöe


Entenda, não foi nem metade do quis dizer desde o início. Gab me machucou de verdade. Nem mesmo tive vida depois que ele foi embora.
Ele ligou assim que recebeu a carta. Disse que sentia muito e que não voltaria porque os pais dele não deixavam. Não acreditei.
Agora já não importa mais. Tomei minha decisão. Vou viver como eu sei viver. Sem ele. Tomada por um estado de espírito chato e por uma constante.
Tédio.
Então este estado permaneceria ainda por muito tempo... O torpor que jamais parecia abandonar minha mente. O constante estado em que meus pensamentos estavam era a inércia. Seguiam uma linha e não evoluíam ou regrediam. Aquilo era entediante demais para que minha sanidade se mantivesse.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Canto do Bastardo


É um pedido de desculpas por ser quem sou.
A única forma de me desculpar com a pessoa certa sem que todos me julguem.
Entenda, Matt. Você é importante pra mim. Não quero te perder. Nunca.

Canto do Bastardo apenas surgiu em minha mente. Eu realmente estou me preocupando com o bem estar do meu Matt da vida real. Uma das minhas razões de viver é a sua felicidade. Não deixe que eu a destrua.

Nota: Sim, eu sou a bastarda.

Segue agora, o Canto do Bastardo.

Basta.
Não posso mais suportar tamanha dor.
Não posso mais suportar seu sofrimento.
Não posso mais.

Sorria.
Teu riso me trás esperança.
Tua felicidade me proporciona alegria.
Eu necessito disso.

Esqueça.
Tudo o que eu fiz a você eu quero apagar.
Tudo o que te fiz pensar eu quero mudar.
Tudo.

Basta.
Não consigo pensar em você assim.
Seja eu melhor amigo, apenas.
Espero que seja o bastante.

Acredite.
Sua vida é melhor sem mim.
Não posso mais suportar a dor
que enche meu peito e não me deixa dormir.

Desculpe.
Perdão pelas atitudes erradas.
Perdão pelos conselhos inúteis.
Perdão por ser quem sou.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

fantasma


Um fantasma.
Eu me sentia como um fantasma. Nada além disso.
Talvez eu realmente fosse um. Minha opinião nunca era válida, meus conselhos eram ignorados, meus sentimentos pisoteados. Eu equivalia a nada. Eu era nada ali.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Kath

Quase chorei escrevendo Kath... É simplesmente uma história tocante.
Ela veio à minha mente enquanto eu pensava em coisas que poderiam me magoar.
Não quero falar muito... Apenas não é real.
Have fun 'n' cry

Kath

Zöe,
Preciso de você.
Kath.

As palavras de Kath foram simples e diretas, mas me deixaram preocupada demais. Kath nunca pediria minha ajuda se não fosse algo importante. Kath não falava comigo há dois anos, ela definitivamente não tinha motivos pra me procurar.
Katherine era minha melhor amiga desde quase sempre, mas perdemos contato quando ela mudou de escola para ficar mais tempo com Rick, o namorado dela. Achei a atitude dela mesquinha, mas mesmo assim tentei manter a amizade por quanto tempo fosse possível. Ela ignorava meus telefonemas e não respondia às minhas cartas. Era nossa tradição. Sempre trocávamos cartas, mas ela simplesmente abandonou nossa mais preciosa forma de demonstrar amizade.
Eu imaginava que Kath já tivesse esquecido de minha existência, vendo todo o tempo em que estivemos separadas. Jamais imaginaria que ela fosse pedir ajuda a mim... Provavelmente ela estava muito desesperada.
Por causa do namorado ela não só me abandonou, mas também a Matt. Nós éramos um trio. Éramos inseparáveis. Abandonou aos melhores amigos para ficar apenas com Rick. Todos da escola perderam a confiança nela imediatamente, apenas eu continuei tentando fazer com que ela voltasse.
Na minha agenda da oitava série ainda estava o número dela e de tantos outros ex-colegas... Eu não sabia de cor, como o de Matt, mas jamais havia esquecido os últimos dígitos... 1307. O aniversário dela. Treze de julho.
Tentei ligar para ela, mas o número havia sido cancelado. O celular também não atendia. Soube que ela havia se mudado, mas nunca me disseram para onde.
Não houve nenhum modo de encontrar a Kath. Guardei o bilhete em meu quadro de fotos e deixei lá, para o caso de ela me procurar de novo.
Passaram-se meses. Kath não mandou outro recado; não telefonou.
Quando estava olhando minha correspondência encontrei o já tão conhecido envelope azul. A caligrafia era cuidadosamente desenhada, deixando claro que muito tempo fora gasto até chegar àquele nível de perfeição. Não havia remetente. No envelope havia apenas o meu nome, mas eu sabia exatamente quem a enviara. Katherine.
Abri a carta ali mesmo, no hall do prédio.

Zöe,

Imagino o quanto lhe preocupei enviando apenas o pequeno bilhete sem nenhuma explicação.
Vou lhe explicar a razão por ter procurado você depois de... dois anos, certo?
Acontece que o Rick terminou comigo no dia do meu aniversário. Eu fiquei sem chão; não sabia o que fazer ou mesmo quem procurar. Eu havia abandonado todos os meus amigos para apenas viver em função dele. Havia saído de casa para morar no apartamento dele. Não terminei a escola. Não terminei meus cursos. Comecei a trabalhar, mas fui demitida logo que recebi meu primeiro salário; encontraram alguém mais qualificado.
Eu fiquei sem chão, não tinha como imaginar o que aconteceria comigo depois daquele instante. Voltei para casa e minha mãe me recebeu de uma forma dura. Eu sabia que isso aconteceria, mas não havia nenhuma esperança de que eu pudesse voltar para o apartamento do Rick.
Fiquei em meu quarto durante dias, saindo apenas para comer. Não atendia aos insistentes telefonemas dos meus amigos. Minha mãe havia contado a alguns que eu tinha voltado para casa, mas eu não tinha mais o seu telefone, então ela não te ligou.
Depois de mais ou menos duas ou três semanas – eu desisti de contar o tempo – parei de comer. Não aguentava mais viver sem o Rick.. Eu não queria aceitar o fato de que eu estava grávida. Não queria contar a ninguém. Sabia que ninguém entenderia e muito menos minha própria família. Foi assim que descobri o que eu queria fazer e quem eu queria procurar.
Saí no meio da noite e fui de táxi até o seu prédio, deixei o bilhete e saí. Voltei para meu esconderijo escuro e não saí mais de lá.
Desculpe se te preocupei... Deixei seu endereço anotado em uma folha de papel e um bilhete para minha mãe pedindo para que ela entregasse a você.
Não pude viver sem ele.
Me desculpe, Zöe... Fiz tudo o que você me disse para não fazer e tudo o que eu provoquei foi tristeza e preocupação.
Só queria te avisar que não estarei viva quando você ler isso. Os meus analgésicos acabaram a menos de três minutos. Logo terão o efeito desejado. Minha morte. E a do meu filho.
Você é especial para mim, Zöe.

E Matt também, mas não tive coragem de procurá-lo.

Desculpe, mais uma vez.

Kath

Eu estava chorando quando acabei de ler a carta. Minha amiga. Katherine. Ela não havia sobrevivido à depressão.
Queria visitá-la, mas não sabia onde seu corpo estava. Guardei a carta com muito cuidado entre meus textos mais importantes e tranquei novamente a gaveta secreta que um de meus muitos antigos amigos havia construído para mim.
Corri para meu apartamento e tranquei-me em meu quarto.
Chorei até que as lágrimas deram uma estiada, liguei para Matt e contei a ele a triste história de nossa melhor amiga. Ele chorou comigo.
Voltei minha atenção para meu presente e tentei aprender uma lição com a história de Kath. Eu jamais mudaria minha vida por causa de um garoto, ou de uma amizade. E jamais abandonaria minhas amizades pelos mesmos motivos.
Eu decidi, naquele momento, que minha vida teria razões mais importantes que as razões de Kath... Derramei minha última lágrima por minha melhor amiga e comecei a escrever para tentar me acalmar.
A ultima coisa que eu diria à Kath se pudesse seria que ela havia sido muito estúpida, mas uma coisa estaria sempre pairando por minha mente. A frase que eu mais gostaria de ter dito nos últimos momentos dela:

Eu amo você, Kath.

Retificando




Fiz, a pouco tempo, uma crítica ao livro The Host, de Stephenie Meyer. Sinceramente o livro é bem cansativo, não retiro isso em nenhum momento, mas começa a ficar um pouco interessante a partir da pagina 300, eu acho.
Ainda não acabei de ler, mas espero que fique melhor. Estou voltando a criar expectativas com relação a SM, mas não imagino que ela possa lançar outro livro que agrade do inicio ao fim.
Os romances impossíveis com seres de raças diferentes devem desaparecer dos livros dela, porque ela só fala disso! Fora a ameaça constante de morte... Bella, em crepúsculo, passava o tempo inteiro sabendo que poderia morrer a qualquer instante, e varias vezes ela chega perto. Melanie e Peregrina passam pelo mesmo dilema. Se isso continuar (ameaças de morte + triângulos amorosos impossíveis com seres diferentes) eu juro que abandono os livros da SM.
Mas enfim, The Host está melhorando aos poucos. As escolhas que SM fez para o meio do livro estão mais sensatas que no inicio. Talvez eu esteja gostando porque envolve mais sangue, mas não se ao certo.
Retiro minha crítica totalmente negativa à The Host e aceito o fato de que eu ainda tenho esperanças de que este livro vai ser mais interessante a partir da 400ª página.


Laise Righi

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Matt

Momento: aula de química, conversando com meu marido melhor amigo, Pedro. [/Histórias, histórias;
Motivação: conversas recentes.
Texto não real e nem baseado em fatos, por favor, não me perguntem se é real!


Mas então, depois de toda essa explicação sobre o texto vamos aos fatos.
Eu tava tipo, meeeega mal no domingo e o Pedro me ajudou a pensar, aí eu tive um lapso criativo hoje e escrevi [/uhul o/
Mas então, eu não sei mais o que escrever aqui.
Beijos, e divirtam-se,
Laa Righi


Matt



O tédio havia tomado meu corpo e minha mente. A insanidade estava próxima, eu podia sentir que chegaria logo. A exaustão não me deixaria lúcida por muito tempo.
A casa estava barulhenta; havia muitas pessoas na sala de estar conversando com minha mãe. Elas estavam lá para me ver e eu havia me trancado para apenas pensar. Mesmo assim era impossível ficar parada em meu quarto, apenas observando a minha vida parada. Eu precisava sair de casa e descobrir quem eu era, o que eu queria fazer e o que eu sonhava. Parecia impossível sequer pensar dentro daquele quarto claro demais.
O clima está repulsivo, pensei, mas mesmo assim preciso sair.
Desliguei o ar condicionado e o ventilador e saí para o calor exorbitante de primavera no Rio de Janeiro. Em menos de dois minutos eu já podia sentir as pequenas gotas de suor que escorriam sem pressa pelo meu rosto e por minhas costas.
Eu andava cambaleante em meio aos pedestres que estavam a minha volta. Lentamente dirigi-me, sem perceber, em direção à rua movimentada.
Apenas quando um carro avançou perigosamente em minha direção foi que percebi exatamente onde estava... A praia. Eu sempre ia para lá quando estava triste ou pensativa, mas desta vez estava cheia demais. Havia muitos espectadores para um possível show dramático, eu sabia que não poderia parar ali.
Imaginei outros lugares onde eu teria paz para pensar apenas; sem companhia, apenas eu e minha mente... Infelizmente esse lugar não existe – minha consciência sempre me contava que ele não existia no mundo que ficava do lado de fora de minha casa. Eu sabia que o único lugar onde estaria completamente sozinha era o meu quarto, mas era o último lugar em que eu gostaria de estar naquele dia. Eu simplesmente desejava estar longe.
Setembro era um mês aterrorizante pra mim... Além daquele calor exagerado que quase chegava aos 40º diariamente eu ainda tinha que participar de uma festa de aniversário que eu nunca pedira para ir e ainda parecer feliz.
Muitas pessoas olhavam para mim quando passavam com seus cães ou simplesmente mudavam a direção do olhar, passando por mim rapidamente. Tinha de ser minha roupa, uma vez que eu não passava de uma adolescente comum: olhos escuros, cabelos lisos presos, nem gorda e nem magra, sem um corpo excepcional, apenas normal. Como eu estava vestida? Era sábado, portanto não me incomodei com escolha de roupa, uma vez que não iria à rua, e eu tinha saído de minha casa no meio daquela “festa” repulsiva, mas não tinha reparado na roupa que eu vestia...
Oh não! Eu estava com uma saia colorida que caía com pequenas camadas até meus pés e uma camiseta branca com um lírio azul bordado. Simplesmente não era o meu estilo e nem mesmo o tipo de roupa ideal para uma caminhada na praia. Aquela roupa chamava muita atenção, sem dúvidas, tinha que ser aquilo.
Caminhei até algumas ruas à frente e lembrei-me de que um dos meus poucos amigos morava lá. Era bom ter amigos. Eu não tinha noção do que significava essa palavra, amigo, até pouco tempo atrás.
Mateus morava a alguns metros da praia, naquele prédio que eu já conhecia tão bem. O porteiro nem mesmo perguntou pra onde eu iria, somente abriu o portão e interfonou diretamente para o 602 e sorriu ao dizer calmamente: Pode subir, ele está te esperando lá em cima.
O elevador estava no quarto andar, então tive que aguardar até que chegasse ao térreo. Olhei para o espelho e assustei-me com a visão perturbadora. A menina que estava lá parecia uma princesa, de tão delicada. Estava frágil, com a maquiagem azul turquesa levemente borrada por causa das lágrimas sutis que haviam escorrido por seu rosto, o cabelo nem preso e nem solto estava um pouco desgrenhado, mas nada que não pudesse ter sido feito propositalmente. A roupa dela ainda estava perfeitamente alinhada a seu corpo. Eu me sentiria bem se me visse andando daquela forma. Aquela roupa me faria me sentir bem. Desejei que sentimentos fossem como roupas.
Ouvi o leve ruído das portas do elevador antigo e rapidamente parei de analisar a menina no espelho. Ao atravessar a porta lembrei-me que havia outro espelho. Agora a menina me olhava mais de perto... Ela estava a menos de um passo de mim e eu pude analisar sua expressão. Estava melancólica, parecia ferida e pronta para chorar novamente, mas se forçava a manter a postura de garota forte. Mesmo assim não conseguia esconder totalmente o choro. As pequenas lágrimas escorriam devagar por seu rosto. Senti um gosto salgado quando uma das lágrimas alcançou o canto dos lábios dela.
Limpei meu rosto e virei-me para a porta. Eu não aguentaria ver a menina chorando. Eu sabia que a menina era eu, mas não queria acreditar. Fechei os olhos.
A porta abriu novamente e eu ouvi o ruído baixo. Não precisei ao menos empurrar a pesada porta. Mateus o fez e me abraçou ali mesmo. Ele sabia que eu precisava de apoio, mas mesmo assim não fez nenhuma pergunta; não disse sequer uma palavra.
Matt me levou até a casa dele e sentou-se no sofá. Aninhei-me em seu colo. Eu não precisei explicar, apenas chorei. Eu tinha todos os meus dilemas e não queria falar deles, mas Matt conhecia todos ainda mais do que eu.
- Matt... Me ajuda... Por favor...
Ele não disse nada. Meu telefone tocava sem parar desde pouco depois de eu ter saído de casa. Era minha mãe, eu sabia, mas não queria falar com ela. Matt atendeu e disse que eu estava lá e que depois me levaria para casa quando eu melhorasse. Minha mãe conhecia Matt, não tinha razões para desconfiar dele, mas ainda assim ela ficou preocupada e pediu pra falar comigo. Desliguei o telefone assim que toquei nele.
Não precisei explicar o porquê da minha reação.
Matt sabia que era meu aniversário, mas não me desejou os parabéns. Eu não ligava para aquelas baboseiras e odiava festas e atenção. Apenas entregou meu presente: um CD de uma de suas bandas preferidas. Eu queria aquele CD, queria conhecer mais dele, do meu melhor amigo...
Chorei no ombro dele e fui reconfortada, até que ele se levantou. Voltou com um removedor de maquiagem, provavelmente da mãe dele, e disse:
- Usa isso, você tá horrenda!
Eu ri e fui até o banheiro. Eu realmente estava horrível. Gargalhei vendo aquela menina frágil de outra hora, aquela menina que parecia uma princesinha e que agora estava com o rosto completamente manchado de azul. Droga de lápis permeável.
Mateus me levou para casa e ficou lá até o final da minha festa. Quase todos já tinham ido embora, portanto eu consegui ficar um pouco do lado de fora do meu quarto.
Aquele dia tinha começado de uma forma tão repulsiva que eu não tinha sequer acreditado que alguma coisa poderia dar certo, mas Matt sempre fazia isso. Matt sempre me fazia feliz.
A prova disso estava escrita em vermelho na minha parede verde:


O Matt é o melhor amigo da Zöe,
e sempre vai ser.


Obs.: Chorei escrevendo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Criticando...


Ooh não creio que aconteceu de novo! Bug maldito! Apagou o post 2 vezes!
Cheguei as 8 na escola, sendo que a aula começava 7:20, aí resolvi aproveitar meu tempo inútil pra escrever um pouco. Fiquei sem ideia pra contos/poemas/crônicas então resolvi falar sobre livros (:
Então, né...? Tem duas autoras e um livro que eu queria indicar. Muito pouco se for comparar com minha lista de lidos/desejados. Enfim, vambora...


- Stephenie Meyer
Reconhecida pela Saga Twilight que achei clichê, falsa e sem base, mas divertida. O amor entre uma garota comum de 17 anos desajeitada e um garoto vampiro de mais de um século de vida, totalmente perfeito e que brilha no sol - bah! -, eles se apaixonam praticamente à primeira vista e todo mundo sabe que começa um triângulo amoroso com um lobisomem e depois o vampiro acaba transformando Bella Swan em vampira e vivendo feliz pra sempre com ela. Claro que tem milhões de intrigas em 4 livros, mas mesmo assim todo mundo sabe o final do 4º livro lendo apenas o primeiro.
Mas então... Com todo o sucesso que a saga Twilight teve era esperado que The Host - ou A Hospedeira, odeio traduções - fosse, tipo, o livro do século! Como sempre, as espectativas dos leitores jovens foram frustradas com um livro cansativo e paranóico.
The Host fala sobre o fim da humanidade e invasões alienígenas! Quanta viagem!
Mas então, recomendo a saga Twilight e não recomendo The Host, a não ser que você goste de triângulos amorosos com dois corpos: uma alma alienígena, uma alma humana e um humano. Viagem totaaaaaal!


- Meg Cabot
Reconhecida pela série que deu origem ao filme O Diário da princesa, Meg é uma das minhas escritoras preferidas pelo fato de ela não se prender a um estilo de literatura e explorar tanto o real quanto o surreal. A série The Mediator - A Mediadora, pelamord'deus! - é tipo... perfeita! São 6 livros, só 6!
Jesse é o cara! E Suzannah Simon é a típica garota nova yorkina que se muda pra California e não sabe exatamente nada sobre praia e tudo mais que tem perto do oceano e longe da poluída Nova York. O detalhe mais interessante é que Suze vê e fala com fantasmas. Esse na verdade é o trabalho dela: ajudar os fantasmas a ir para o outro lado - seja ele onde for.
Não tenho pontos negativos sobre Meg... Ainda não conheço livros dela o suficiente para dizer o que é ruim ou não.


O outro livro é A Cabana. Sempre esqueço o nome do autor, mas acho que é William P. Young. A história jamais sai da minha mente de tão linda que é. É linda e triste, mas é uma verdadeira aula de religião.
Mostra que nós devemos ser tementes a Deus não importa o que aconteça em nossas vidas. Nada pode ser pior do que o que aconteceu ao protagonista...
Chorei muito lendo... Desde o inicio até o fim a história foi marcada com lágrimas minhas e de todas as pessoas que leram, sem duvidas.


Mas então, esses são alguns dos livros em que eu tenho lido ou então que marcaram minha vida ao ponto de eu jamais esquecer um detalhe sequer.
Enjoy
(:

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sonho

Boa noiteee,
Esse post deu bastante trabalho... Comecei a escrever na segunda a tarde e acabei na quarta de manhã!
Anna'Lu não me deixou terminar de escrever durante as várias aulas "vagas" que eu tive nesses dias.
Enfim, o post retrata a realidade e nada além dela.
Beijos,
Laa Righi


Sonho



Abri os olhos e lá estava a visão mais perfeita: dormindo a menos de um palmo de distância estava aquele que me fazia feliz; o anjo que havia mudado meus planos e transformado minha vida de uma forma maravilhosa.
Havia a constante tentação de acariciar a pele clara, mas o medo de que o anjo desaparecesse ao menor toque suprimia a vontade de sentir a pele sob meus dedos.
O observei dormindo tranquilamente, envolto em uma aura apaziguadora e acariciei o ar em volta do rosto dele. Permaneci daquela forma por tanto tempo que meu braço de apoio ficou dormente. Devagar acomodei-me em meus cobertores. Estava frio demais para uma manhã de verão, mas era assim mesmo no Sul. Era esperado que fosse assim.
Os macios travesseiros tomaram a forma de minha cabeça imediatamente após tocá-los. Meus cabelos pareciam finas linhas negras em meio à perfeição alva dos lençóis. Comecei a analisar o ambiente.
O quarto era grande e luxuoso. As paredes eram brancas, com excessão da que ficava atrás da cama queen-size, que tinha uma tonalidade próxima ao vermelho. O sofá de dois lugares combinava com a parede vermelha fazendo um contraste forte com os armários e estantes brancos.
Tornei a olhar para o anjo. Ainda dormia, mas não tão tranquilamente quanto antes. Estremeci ao pensar que meu movimento o havia retirado daquela calma tão perfeita que já me havia feito ofegar milhões de 
vezes.
Girei o corpo para analisar novamente o queixo firme, os lábios e nariz finos, os olhos dourados que estavam fixados em meus olhos escuros...
Um grito sufocado escapou de minha garganta seca. Eu realmente o havia acordado. Escondi meu rosto ruborizado com os lençóis brancos e fechei os olhos com toda a força.
Quando os abri lá estava eu deitada em minha cama. Meu quarto verde, o lustre de sapos, o tapete verde e os móveis de madeira clara me fizeram suspirar. Fora apenas um sonho, pensei.
Benny estava lá, deitado a meu lado. Tirei o urso do meu lado e o abracei. Senti seu cheiro e lembrei-me de cada detalhe daquele sonho perfeito que eu tivera naquela noite quente de primavera.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Carta de um apaixonado IV

Simplesmente veio à minha mente. Tive vontade de escrever algo que relatasse o que realmente sentia; o que realmente estava escondido em meio à todos os meus sentimentos confusos.
Segue agora a 4ª carta de amor. A terceira carta de uma apaixonada.


Carta de uma apaixonada III


Amor,

Toda a noite está presente a dor em minha garganta. Aquela ardência que permanece me maltratando até que eu possa sentir seu cheiro; o cheiro de seu sangue quente correndo acelerado sob sua pele macia.
A dor não me deixa dormir. Ela me deixa a noite inteira imaginando os momentos em que você é só meu; os momentos em que estamos somente eu e você, abraçados, pensando em mais nada além do nosso presente.
Aquela ardência quase insuportável que só a sua presença consegue afastar de mim não me deixa viver bem. Ela tira minha concentração nos instantes decisivos, dando à minha mente uma esplendida seqüência de imagens: nós dois juntos em todos os nossos momentos, tristes e felizes.
Me vejo ofegando todas as vezes em que isso acontece. Não tenho o menor controle sobre minha própria mente. Ela é controlada apenas por você. Tudo faz com que eu me lembre de você.
A ardência em minha garganta durante todas as noites em que você está ausente, o arrepiar de todos os pelos do meu corpo à mais simples menção ao seu nome, a imensa dor que sinto em meu coração quando sou forçada a te esquecer por um segundo sequer...
Oh! A dor no coração... Não sei como ele ainda não foi dilacerado em meu peito de tanto que o senti sendo comprimido por minhas lembranças; sempre doendo, sendo perfurado por uma ponta invisível e imprensado contra meus ossos, como se empurrado... Não entendo como ainda sobrevivo ou sequer como ainda tenho um coração.
Talvez ele pertença a você. Assim como minha voz, impossibilitada de sair pela minha ardência na garganta. Asim como minhas reações. Assim como meus sentimentos.
Nem sequer imagino mais minha vida sem seu rosto alegre que me deixa contente, ou seu rosto triste que sempre me deixa excessivamente preocupada.
As lágrimas me forçam a parar de escrever. Nada mais vejo além de borrões negros seguindo um padrão em meio à folha branca. Limpo meus olhos e me forço a pelo menos mais uma linha. Talvez a mais importante. É simplesmente uma resposta a uma pergunta que me foi feita há certo tempo atrás...
- Sim. Aceito viver para sempre ao seu lado.

Eu sempre te amarei,
Beijos,
Escritora de Gaveta.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Explicaaaaando __

Enfim, peeople, ainda não consigo acreditar que transformei a minha melhor amiga patricinha em uma emo usando nada mais do que lápis de olho, kajal, água e colírio. hehe
Faz um tempo que não posto nada de interessante aqui no blog, mas é porque eu realmente não tenho nada que valha a pena ser colocado aqui agora... Só tenho um conto que fala de ódio e morte, mas não é um tema que eu queira falar nesse momento. Não combina com meu atual estado de espírito.
Vou tentar colocar alguma coisa ainda essa semana, mas não tenho como prometer. Depende muito da minha limitada criatividade.
Mas, voltando ao assunto da minha-amiga-patricinha-transformada-em-emo... Isso foi por causa de um trabalho de Literatura, em que todo mundo tinha que escrever poesias e se caracterizar. A minha foi Aquele Tempo, a de Camila, Dor do Amor (por isso a caracterização de emo) e a de Anna'Lu foi Distância. É... Só Camila se caracterizou, mas foi tãããão legal fazer tudo aquilo no rosto dela... Adoraria fazer de novo, só que dessa vez eu iria querer um brilho labial, uma base, talvez um corretivo e pó compacto...
Bem, como esse é um post só de explicação eu não vou falar muito.
Vou indicar um blog... É do Pedro e ele escreve super bem :D É minha inspiração na maioria das vezes. http://furnyisburning.blogspot.com/
Tipo, ele tá meio parado, mas tem as histórias antigas e são tão lindas (:
Bem, chega de falar. Vou voltar pra aquele vício chamado twitter.
Quem quiser segue: http://twitter.com/laiserighi
beijosmeliga

sábado, 24 de outubro de 2009

Que delícia!


Cara, hoje foi ótimo!
Depois de fazer uma prova em que acho que me dei bem, fui com minhas amigas lanchar. O milk shake de Maria estava delicioso - quero maaais - e o preço também. Acho que vou passar lá sempre. São vários sabores: cereja, mousse de limão, mousse de maracujá, chocolate, ovo maltine, brigadeiro, morango... Aaai, são tantas opções (adoooro)! Vou provar TODOS! Vou ficar obesa.
Agora, se não se incomodam, vou comer torta.
Beijos.
Boa tarde.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Apresentação__ Camila_

Bom, como esse é meu primeiro post, quero agradecer a minha melhor amiga Laa por ter me cedido espaço neste blog, apesar de ela ter falado de mim daquele jeitinho maravilhoso que me fez quase esganá-la.
Amiga, não se preocupe, eu te amo.
Vamos ao que interessa. Não sou muito de escrever. Se Laa não me tivesse cedido espaço aqui eu NUNCA teria um blog - não tenho muita paciência com computador. Não liguem se tiver semanas em que eu não poste. Sou assim: não escrevo qualquer coisa e só o faço quando me dá vontade.
Bom, espero que minha "apresentação" tenha sido satisfatória.
Bom dia pra vocês.
CM

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

pensando__ post inútil #2__



melancia me lembra kinder ovo :)


Gente, como eu amo melancia... A halls de melancia é perfeita! Juro que não queria comer o pacote todo... Tá, os pacotes.
Ando pensando muito em frutas... Jabuticaba, melancia e cereja são as minhas favoritas atuais. Não consigo parar de pensar nisso! Mas, chega de falar de frutas porque eu estou ficando com uma vontade louca de comer cerejas e não consigo encontrar pra vender.
Na escola, hoje, surgiu um novo termo: poeteiro. Sacaneei Camila chamando-a de poeteira e ela fez cara feia pra mim. Achei que ela fosse me bater... E depois que ela leu esse post realmente me bateu.
A aula de química II foi chata. Acabei de escrever meu novo conto: Morte, ódio e amor e fiquei comendo halls de melancia. #adooooro
Perdi meu celular e participei de uma sessão de tortura (peeling)... Não acredito que eu ainda pago pra uma mulher queimar meu rosto com ácidos...
Ai ai, chega.
Tenham uma boa noite e me deem cerejas de presente. :)


terça-feira, 20 de outubro de 2009

pensando__ [/post inútil__




Jabuticabas congeladas me lembram paintball..


Completamente sem noção a legenda que eu coloquei na foto, mas tudo bem, tá divertido.
Não, não vou ficar falando de jabuticabas, mesmo sendo uma fruta tão boa e que tem um pé na casa da minha avó e eu adore subir no pé pra pegar jabuticaba direto do pé, tipo Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Tudo bem, falei muito sobre jabuticabas.
Mudei o nome do blog.. Perdi a conta de quantos nomes esse blog já teve... ourstrangelifestyle, laise-righi, righi-madureira e mais um que eu não consigo lembrar... Tudo bem, eu não perdi a conta, foram 4.
Então... Eu resolvi escrever alguma coisa, mas tudo o que vinha na minha cabeça era ódio e morte, mas eu não queria colocar uma coisa tão... tão... como foi que Camila falou? Ah, sei lá.. DARK nesse blog agora.. Já basta minha poesia Ato Final...
Enfim, eu queria escrever, mas não o que estava na minha cabeça, aí abri o freezer e peguei uma jabuticaba que me lembrou paintball... Ai ai, como eu sinto falta de paintball. :}
Momento nostalgia
Pronto, chega.
Beijos pra quem aguentou ler isso tudo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Perdão

Por que mentiu?
Só para esconder suas besteiras
Se conversássemos...
Ah! Se conversássemos seria tão diferente.



Podíamos estar bem.
Você não faria o que fez,
não precisando mentir.



Quero lhe dizer:
Estou disposta a melhorar.
Mas como farei se você não me ajudar?
Ajude-me!



Eu te amo,
e isso não posso mudar.
Muito menos disfarçar.



Não fique enciumado,
meu coração só pertence a você.
Não fique zangado,
minhas atitudes dependem de você.



E por fim,
não minta mais pra mim.
Se fiz algo pra você me tratar assim,
perdoe-me e vamos recomeçar.



Camila Madureira.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ato Final

Brinquei um pouco de fazer poesia. Foi por obrigação, mas me pareceu divertido. Não vou abandonar os contos, creio que nasci para escrevê-los, mas agora percebi outros tipos de formas, estruturas, estilos.
Esse aqui foi feito pra um projeto de Literatura... Eu pretendia mostrar a poesia Aquele Tempo, mas esqueci de entregar e tive que fazer outra.
Ato Final é bem sincera.
divirtam-se:*


Ato Final


Quis ser poeta.
Brinquei com meus sentimentos,
despertei amor, dor, rancor.


De tanto brincar acabei confundindo-me.
O amor virou realidade,
a dor estava, agora, presente,
e o rancor, oh rancor, me destruiu.


Acostumei-me a quase tudo,
mas odiar matava-me
como uma doença terminal.


Afastei-me de meus lápis,
de minhas folhas, meus sonhos;
mas meus sentimentos seguiram-me,
constantemente, como uma sombra.


Meus sonhos destruídos trouxeram-me mais rancor.
A métrica ignorada, as rimas abandonadas.
Este, apenas este, é o meu ato final.

Distância

Volte, amor.
Esta cama está tão vazia sem você.
Cada manhã sem ti é tortura,
cada noite sem ti é tão dolorosa.


Volte logo, amor.
Não consigo mais ficar longe de ti.
Tudo aqui está tão sem graça.


Sinto sua falta.
Não há palavras pra explicar
a dor dessa saudade.
Não me deixe só por muito tempo.


Cada minuto longe de ti é eternidade.
Sei que é só uma viagem,
mas volte logo.

apresentando__

Hey people. ;D


A partir de hoje esse blog não é mais só meu. Vou começar a dividir com uma amiga minha que começou a escrever. Pra quem nem lia é um avanço tremendo! ela vai me matar assim que ler isso
Camila escreve poesias, culpa da prof. de Literatura, e aí, como eu gostei, vou começar a colocar aqui no blog :D
Post rapidinho, só pra explicar.


Beijos, people;

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Asas [/religioso

Eu poderia simplesmente escrever que é apenas mais um conto, mas preferi especificar que envolve religião.
Gostaria que todos que lêem meus textos constantemente também leiam este, pois é exatamente o que está no meu coração.
Só gostaria de falar isso. O post já diz tudo o que eu pretendia, não deixando a desejar.
Pensem nele. Reflitam.
Boa noite (:
.



Asas
.
Olhei para o céu e percebi nele a chance de ser feliz; de viver por toda a eternidade sem medos; observando e aprendendo com os erros dos outros; talvez até mesmo encontrando a perfeição.
Tentei subir, mas percebi que meus pés estavam pesados demais.
Desci meu olhar e vi que estava afundando em areia movediça. Cada decisão errada que eu tomava apenas me aprisionava mais e mais na areia.
O desespero tingiu tudo à minha volta.
Gritei por ajuda, mas nenhum dos humanos a meu lado sequer conseguia se mover; também estavam presos ali e já haviam se contentado em serem sugados pela areia; pelo mundo.
Continuei gritando. Eu não queria aquilo! Não merecia aquilo!
Me vi olhando para o céu, envolta em um manto de dor e desespero, gritando com todas as minhas forças. Clamei por ajuda, por perdão, por liberdade. Nada aconteceu.
Percebi que tal manto desesperador estava limitando minhas preces. Eu não deveria esperar que, apenas no momento em que eu precisasse, o Pai me ajudaria. Eu tinha que enfrentar meus desafios com a cabeça erguida. Acreditar com todo o meu ser em tudo o que haviam me dito durante toda a minha vida e eu praticamente ignorara durante tanto tempo.
Não deveria me rebaixar e me conformar com a situação. Eu não pertencia àquele lugar sujo.
Senti que algo em mim implorava por asas, como as dos anjos que estavam ao redor daquela areia movediça. Eu acabara de percebê-los.
Alguns anjos estavam sentados, observando os homens perdidos, e pareciam sentir compaixão. Outros voavam graciosamente em direção ao céu que eu tanto ansiava por tocar.
Chorei. Chorei e clamei com todo o meu ser pelo perdão do Pai. Minhas lágrimas mancharam meu rosto e escorreram até meu queixo, pingando à minha frente.
Algo se moveu em minhas costas.
Voltei a clamar por perdão, por liberdade, mas dessa vez desejando ter aquelas asas. O presente do Pai aos que foram escolhidos para ficar para sempre ao Seu lado.
Adormeci.
Não sei bem por quanto tempo fiquei dormindo. Pareceram-me apenas minutos, mas quase tudo havia mudado. As pessoas à minha volta agora eram diferentes. Alguns anjos continuavam lá, sentados, observando, mas não consegui encontrar os que estavam voando antes. Fechei os olhos e tentei dormir de novo.
O que senti depois foi algo diferente... Alguém puxava minha mão, resgatando-me da areia movediça que já havia consumido quase todo o meu corpo. Abri os olhos e vi uma luz forte e branca. À volta da luz havia vários anjos e um homem. Ele parecia andar sobre a areia como se fosse pedra. Aquilo me lembrou de quando Jesus caminhou sobre a água...
Os anjos me levaram até a mais alta das montanhas e o Homem tocou levemente minhas costas com suas mãos. Senti que parecia furada, como se alguém tivesse perfurado as mãos suaves do Homem.
As asas que apareceram em torno de mim trouxeram-me uma sensação de alívio tão grande que nem tive palavras para expressar. Apenas chorei e beijei a mão direita daquele Homem.
- Obrigado, Senhor – sussurrei. Sabia que ele havia escutado.
Quando a luz começou a subir, seguida pelo cortejo de anjos, pulei da montanha como se fosse algo natural e voei. Finalmente voei em direção ao tão esperado céu. Voei em direção à graça do meu Senhor.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Subterfúgio

Completamente alheia ao que está acontecendo a minha volta... Como gostaria de ser assim...
Minha personagem, Zoë, é a protagonista do conto Subterfúgio. Sei como ela se sente pois sou quase exatamente assim.
Não tenho muito o que falar.
Subterfúgio foi a maneira que encontrei de dar um pouco de minha personalidade e características para Zoë.
Chega de baboseiras...
enjoy:*


Enriqueça seu vocabulário. (:
Subterfúgio: Desvio.





Subterfúgio


Eu andava em meio à multidão que estava no centro da cidade. Eu odiava a cidade. Tão monótona. Sempre acontecendo as mesmas coisas todos os dias e ainda assim as pessoas conseguem não desejar mudar os velhos hábitos.
Dois assaltos, um acidente, incontáveis gritos e sons: pessoas conversando, casais brigando, ambulantes anunciando, carros buzinando, crianças chorando, sirenes tocando.
Diziam-me que era normal ter tanto barulho, mas não consegui me acostumar. Meus ouvidos doíam como se estivessem sendo perfurados por um canivete. Cada vez mais fundo. Cada vez mais fundo. A claridade intensa do sol refletida no asfalto cinza machucava meus olhos, como se estivessem colocando um refletor exatamente à frente de meus olhos.
A cidade era irritante e desesperadora.
Eu desejava mais do que tudo o meu quarto, meu silêncio, minha solidão. Nada era mais esperado do que a hora de voltar para meu refúgio, como gosto de chamar o quarto, mas acontece que eu precisava enfrentar a cidade.
Subterfúgio. Subterfúgio. Era tudo o que eu conseguia pensar. Queria encontrar um desvio para algum lugar longe daquele caos. Logo que foi possível me desvencilhar da rede interminável de braços e corpos humanos entrei no shopping em que estava tentando chegar desde que chegara ao centro. Parecia um ambiente agradável. As pessoas mantinham certa distância uma das outras e não havia tantos barulhos; apenas uma fonte borbulhante e conversas.
Sentei-me próxima a fonte agradecendo por finalmente ter encontrado algum lugar tranqüilo e isento de corpos para descansar um pouco a mente. Foi quando encontrei o motivo de eu ter saído do meu refúgio e me deslocado até o caos da cidade.
- Zoë, querida. Ainda bem que você veio. Sentimos sua falta.
Droga de reunião de família.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Carta a Você

Aula de artes.
Filme: Central do Brasil.
Vontade de assistir: zero.
Resolvi escrever e comecei a pensar em alguma história um pouco triste. Tem se tornado meu ponto principal, a tristeza.
Me peguei chorando com uma simples ideia de uma carta a um amigo distante. Juntei cada pedaço de minha criatividade e comecei a escrever. Me emocionei a cada instante com a história de Zoë, minha personagem principal.
Pensei seriamente em começar a colocar a Zoë como protagonista de minhas histórias a partir de agora. Acho magnífico quando leio vários contos aleatórios com o mesmo personagem; pode-se criar uma história gigantesca com esses contos.
Mas, chega de papos aleatórios.
Escrevi tudo o que eu teria escrito se eu fosse a Zoë. Eu teria chorado muito mesmo. Mas o que importa é que eu consegui escrever a história. Comecei no meio da aula de artes e terminei no meio da aula de Inglês.
.
Destinada a você
.
Não faz muito tempo abri aquela gaveta secreta que você havia construído para mim para que eu guardasse os meus poemas, minhas poesias, minhas crônicas e as cartas que, como você sempre soube, nunca seria capaz de mostrar a alguém que não fosse você.
Tenho que te agradecer pelo que fez a mim. Me ensinou o que era uma amizade de verdade e o que era amor; me ensinou a colocar meus sentimentos em palavras; me mostrou que minha verdadeira vocação estava na literatura: “Zoë, você nasceu pra escrever. Não tente fazer nenhuma outra coisa. Eu ainda vou ler muitos livros seus!”.
Você sempre realizou todos os meus desejos, mesmo que não fosse a sua real vontade, como quando construiu a gaveta secreta para que eu escondesse meus textos, mesmo sendo sua vontade que eles fossem transformados em um belo livro.
Em minha gaveta encontrei todas as cartas para meus amores platônicos; todos os contos sobre o cotidiano; todos os vários tipos de textos sobre amizade, onde você quase sempre era o protagonista. Achei estranho que não houvesse nenhuma carta ou conto sobre sua mudança. Foi então que lembrei que o destino destes havia sido diferente, o lixo, pois nenhum fazia justiça aos meus sentimentos.
Senti algo salgado em minha boca e me vi chorando. Eu sentia sua falta. Mesmo depois de anos ainda sinto como se fosse só ir à escola para poder te ver. Meus dedos discam automaticamente o seu antigo número; aquela velhinha que sempre atende já reconhece minha voz. Ainda não consegui acostumar-me com o que você chama de evolução.
Mas e todas as promessas quebradas? Todas as mentiras? E os falsos telefonemas adiando o momento de me contar sobre sua mudança? Isso também é considerado evolução para você?
Você sabe muito bem que se estivesse à minha frente eu estaria gritando em meio aos intensos soluços que quase fecham minha garganta quando choro. E sei que não demoraria muito até que você me consolasse.
Tenho certeza de que você sabe que, por mim, todas as promessas ainda são válidas e que todas as palavras que um dia lhe disse são verdadeiras.
Não me arrependo de nada, a não ser de minha constante ausência, imersa em minhas fantasias e meus problemas. Cada vez abro a gaveta secreta com menos frequência, uma vez que minha inspiração se foi.
Te agradeço por ter me ajudado por toda minha vida e só te peço perdão por ter lançado a culpa toda em seus ombros já sobrecarregados.
Gostaria que soubesse que ainda uso o apelido que me deu quando construiu a gaveta secreta em seu quarto enquanto eu olhava, admirada.


E, mais uma vez, obrigado.
Zoë, Escritora de Gaveta.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Carta de um apaixonado III

Uau! Daqui a pouco eu escrevo um livro de cartas... Rs.
Mas enfim... A carta é bem diferente das outras... a Carta de um apaixonado I é escrita por um garoto que ama uma amiga e tal.. lê lá que você entende; a Carta de um apaixonado II é escrita por uma garota que não consegue ser sincera com o namorado. Já esta aquiii, a Carta de um apaixonado III é bem diferente, porque é de quando eles terminam. Pronto. Fechei a saga.
enjoy:*


Carta de uma apaixonada II;

Não importa mais.
O que passamos foi lindo, mas acabou. Eu preciso entender isso de uma vez por todas.
Meu quadro de fotos cheio não me ajuda em nada no que preciso fazer, mesmo parecendo ser tão simples. As várias cartas que escrevi e jamais enviei marcam as etapas da minha vida em que você estava presente: de quando não passávamos de amigos, enquanto estávamos juntos e as mais recentes... Depois de nossa separação.
Ainda não consegui entender bem o motivo para que tudo tivesse que acabar. Você disse que não está apaixonado por outra, que não me traiu, que não tentou me enganar em momento nenhum, que sempre foi sincero... Mas que não dava mais para viver daquele jeito.
Me desprezou como se eu fosse uma coisa qualquer; uma doença na qual você precisaria se livrar para que não fosse levado à morte. Aproveitou do meu amor durante o tempo em que quis e depois simplesmente disse as palavras que feriram meu coração: Acabou. Não dá mais pra viver assim. Acabou.
Fui forte o suficiente para não derramar uma pequena lágrima sequer na sua frente. Você não merecia me ver chorar. Apenas voltei meu rosto em direção ao chão e corri para longe, apenas tomando cuidado para não esbarrar nas poucas pessoas que estavam naquele lugar. Seria humilhante demais se eu não conseguisse me segurar e acabasse encostada em sua camisa, chorando feito uma louca e implorando para que não fizesse aquilo; para que pensasse melhor.
Me vi na entrada do estacionamento. Olhei rapidamente para trás para conferir se não havia sido seguida por você e praticamente joguei-me de encontro a parede, caindo debilmente de encontro ao chão. Chorei por tempo o suficiente para que meus olhos ardessem e logo fui para casa.Não acredito que você entenda o que fez à mim; o quanto me machucou naquele dia. Simplesmente não consigo acreditar que você um dia sequer me amou.
Mas não consigo esquecer o amor que sinto por você. Não consigo imaginar como seria o roteiro da minha vida sem você como protagonista.Imagino se alguma coisa nesse mundo faria com que você voltasse pra mim. Talvez o seu amor irreal tenha acabado de uma vez por todas e eu não tenha mais a mínima chance de te ter ao meu lado. E talvez a lembrança do pior dia da minha curta existência jamais saia da minha mente. Não quero encobri-la com boas recordações de nossos momentos juntos.
Eu queria ter coragem de ir até sua casa e falar pra você o quanto importa pra mim; o quanto eu preciso de você. Queria ter coragem ao menos para pegar o telefone e ligar para você, nem que fosse para não dizer nada.
Mas isso é tão impossível quanto atender aos seus insistentes telefonemas; é tão impossível quanto ler todas as mensagens que você me manda; tão impossível quanto sequer pensar em te dar mais uma chance depois do que você fez.
O que passamos foi lindo, mas acabou. Eu preciso entender isso de uma vez por todas.
Meu quadro de fotos cheio não me ajuda em nada no que preciso fazer, mesmo parecendo ser tão simples. As várias cartas que escrevi e jamais enviei marcam as etapas da minha vida em que você estava presente: de quando não passávamos de amigos, enquanto estávamos juntos e as mais recentes... Depois de nossa separação.
Mas não importa mais. Acabou.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Silêncio

Tiiipo, completamente fictício, okay? Eu meio que peguei a realidade e fui colocando muita ficção nela. Silêncio faz isso comigo, mas eu nunca estive nessa situação. rs.
Mas enfim, não quero falar muito hoje... Sem vontade e doente.
Have fun:*



Silêncio;


O silêncio, para mim, funciona como morfina, deixando-me levemente entorpecida, tendo assim, tempo para pensar.
Acontece que meus pensamentos levaram-me novamente ao apartamento vazio. Não era uma situação rara, acontecia quase todos os dias, mas dessa vez pareceu ser diferente.
Era um domingo e todos haviam saído para resolver questões pessoais e eu, como sempre, preferira ficar em casa, deitada em minha cama, apenas descansando e observando a vida passar por minha janela.
Comecei a ficar um pouco inquieta... Levantei e verifiquei a casa inteira. Nada. Ninguém. Apenas a calopsita que dormia tranquilamente em seu viveiro.
Voltei a minha cama, trancando as portas e janelas de quase toda a casa. Não havia acalmado meus nervos. Eu continuava imaginando que havia algo errado... Profundamente errado.
Senti um calafrio. Cada vez mais eu tinha certeza de que não seria um dia normal, como os outros. Encolhi-me um pouco mais, cobrindo-me quase completamente com as cobertas grossas.
Assim fiquei durante quase o dia inteiro.
Quando meu irmão chegou, abrindo a porta com estrondo, quase dei um pulo para atacá-lo com uma de minhas espadas, mas contive-me. Apenas a segurei desembainhada até ter certeza de quem era.
Aquelas espadas podiam não cortar, mas fariam um grande estrago se fossem manipuladas com a força correta e atingissem o lugar certo.
Não estava mais sozinha no apartamento, mas ainda assim não me sentia segura o suficiente para sair de meu quarto. Ainda estava com o mau-pressentimento que me assolara durante todo o dia. Encontrei-me analisando cada pequeno espaço de meu quarto onde era possível que qualquer coisa se escondesse, por menor que fosse.
Logo eu ansiava para que mais alguém chegasse a casa para que tudo aquilo passasse. Eu precisava do barulho que sempre abominara; da invasão de privacidade da qual frequentemente era vítima; da sensação de que meu pequeno Yorkshire pudesse me proteger até mesmo de um urso pardo.
Senti que meus olhos estavam embaçados e que minha calça jeans estava um pouco molhada na direção exata de meu rosto. Rapidamente sequei as lágrimas e tentei conter o pânico que me dominava a cada segundo.
Eu não queria ter de ligar... Seria humilhante que uma adolescente ligasse para os pais porque estava com medo de ficar em casa sozinha... Ainda mais que eu não estava sozinha. Meu irmão mais velho estava no quarto ao lado... E havia a sensação de que havia mais alguém.
Tomei coragem e, mais uma vez, inspecionei toda a casa. Nada. Ninguém. Os únicos sons eram da calopsita gritando por atenção e do computador de meu irmão.
Eu tinha tido duas confirmações...
A primeira era que não tinha ninguém dentro da minha casa. E a segunda era que eu estava completamente paranóica.
Foi aí que percebi como o silêncio mexe com meu sistema nervoso e decidi nunca mais ter silêncio na minha vida!
Todos chegaram ao anoitecer e me viram dormindo abraçada a minha Wakizashi – espada de tamanho mediano, parecida com a Katana, mas menor – e ao meu urso Bernard. De acordo com o que disse minha mãe, eu parecia estar sonhando, mas não recordo de nenhum sonho.
A não ser que toda aquela paranóia tenha sido um sonho.
Levantei devagar; meus músculos estavam rígidos. Comecei a acreditar que nada havia sido real. Embainhei a espada e caminhei lentamente até a estante para guardá-la. Foi então que eu ouvi algo. Havia cortado meu tão amado silêncio. Parecia um grito. Parecia agonia. E parecia vir do quarto da minha irmã menor. Rapidamente tirei a espada da bainha e corri em direção a quem quer que estivesse lá.
Acho que não preciso dizer que não era um assaltante ou algo parecido. Acabei o dia em um hospital, esperando que saísse o laudo médico do meu irmão, que “torturava” minha irmã com cócegas quando levou um golpe de espada nas costas.
Realmente o silêncio me deixa paranóica. E deixa minha mente quase anestesiada. Com tempo para pensar no que eu tinha feito; com tempo para analisar cada neurônio da minha mente procurando o culpado pelo impulso de atacar quem quer que fosse. É... Não o encontrei. E ganhei castigo eterno.
Agora o silêncio prevalece em meu quarto escuro. Mandaram-me pensar no que eu tinha feito e no que planejava fazer. Disseram que eu devia ouvir menos meus impulsos. E para isso me recomendaram ficar em silêncio e ouvir minha consciência.
O silêncio, para mim, funciona como morfina, deixando-me levemente entorpecida, tendo assim, tempo para pensar.