terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amanhecer

Olá (:
Não sei o que aconteceu comigo, parece que levei um golpe de espada na cabeça. Dóóóóói. Muito. Mas enfim, o post de hoje...
1. A história é real.
2. Aconteceu hoje mesmo, dia 11/08.
Minha auto-estima parece ter sido destruída... Acho que foi o mesmo golpe de espada que foi dado na minha cabeça. Nunca me senti tão insegura sobre tudo... Minha aparência, meus textos, minha vida, minha família.
Tudo bem, isso aqui não é um consultório de psicologia, chega de falar de mim. (:
Não houve inspiração... As coisas foram acontecendo e eu fui escrevendo, ou seja, o post que você está lendo é como se fosse um diário ou alguma coisa parecida.
enjoy
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Amanhecer
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Depois de algumas horas em frente ao computador resolvi olhar pela janela e, além do bosque percebi que o céu deixara de ser negro e tinha um estranho tom de roxo, bem claro, um pouco puxado para o azul.
A playlist tocava calmamente ao meu lado. Los Hermanos, pensei, mas não sei o nome da música. Ao tentar ler o nome descobri a hora: 5:39 am.
Realmente não consegui acreditar que não havia adormecido nem mesmo um segundo durante toda aquela noite... Ao me mover para levantar levei a mão esquerda à cabeça. Ainda doía. Muito. Imaginei que fosse isso que tinha tirado meu sono.
Tentei escrever. Não houve inspiração. Observei o céu. Tinha mudado de cor; tinha uma tonalidade um pouco mais azulada e menos arroxeada.
Com o que eu teria sonhado se tivesse dormido? Talvez os sonhos que me apavoram desde que eu era criança e sempre retornam. Achei pouco provável, mas não sabia porquê. Poderia ter um dos meus sonhos recentes, ou uma variação deles... Neles haviam fadas e anéis com pedras brilhantes. Eram encantadores.
Ouvi um barulho novo vindo do outro lado. Do lado de fora. Olhei e vi que tinha começado a chover. Eu estava protegida da chuva dentro do meu apartamento. Pensei em quem estava lá fora, debaixo dessa chuva logo cedo. Queria estar lá... Banho de chuva acalma. O céu estava um pouco mais azul e menos roxo, num processo gradual. Prestei atenção ao ruído da chuva e imaginei quando o céu ficaria cinza.
Minha cabeça começou a doer um pouco mais, agora eu nem precisava mais me mecher para que doesse, minha mãe abriu a porta do meu quarto e surpreendeu-se com a luz acesa. Perguntou se eu tinha passado a noite em claro e, obviamente, respondi que não. Eu não queria deixá-la chateada ou preocupada pensando em como eu quebrara as regras ou então em meus problemas, como se já não bastasse o fato de que eu não comia agora era insone.
Não havia cansaço, apenas um torpor por ter passado tanto tempo sem dormir. Imaginei se o torpor ia embora novamente com o amanhecer e o cansaço me abateria... Não estava com sono para dormir e não sabia se o teria.
O céu havia escurecido de novo. Estava um pouco cinza, mas ainda azul-arroxeado. Como havia premeditado o torpor começou a desaparecer de minha mente, e com isso a minha consciência hesitou em manter-se. Levantei-me, ignorando as pontadas em minha cabeça a cada passo dado, e apaguei as luzes, deitando-me em seguida.
O som que inundava o quarto era uma batida leve da banda Los Hermanos, o que quase sempre me ajudava a dormir. Olhei além da janela e a chuva havia parado, deixando um enorme silêncio pairando além de meu quarto. O céu estava novamente azul-arroxeado, sem o cinza que havia aparecido. O relógio brilhava chamando atenção para a hora: 6:31 am.
Abracei meu urso de pelúcia, minha companhia constante, e ignorei a luz que entrava em meu quarto, deixando que minha consciência fosse mergulhada em minha exaustão. Prepare-me para mais um de meus dias sem sonhos.

Um comentário:

pedro guimarães ~* disse...

eu queria que tivesse uma reação assim "MEU DEUS, QUE INCRÍVEL SEU TEXTO", pois foi isso que pensei quando acabei de ler D: